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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Um dia sem Globo

Alguns convites sobre o 'movimento' me chegaram nesses últimos dias.
 

Penso eu:
 

É assim que repudia tuas indiferenças? Dando as costas a ela por um único dia? Penso que neste caso a hipocrisia de quem adere é maior do que o propósito de se mudar algo nesse país... Só não é maior do que o interesse em saber o que vai acontecer na "novela das oito" no dia seguinte e nos outros 364 restantes no ano. 

Mais uma coisa que ouvi e achei pertinente compartilhar enquanto jornalista:

Enquanto "O Gigante" dormia, nós comunicadores passávamos noites em claro fincados em meio a investigações, presos em redações na companhia apenas de uma xícara de café ou dando a cara a tapa nas ruas, para levantar e levar até VOCÊ, "Gigante", tudo aquilo que hoje embasa tuas manifestações e reivindicações. Portanto pensemos duas vezes antes de hostilizar alguém. Agredir um profissional da comunicação é, além de um crime, uma cuspida no prato em que lhe ofereceu o que comer.

‎#OGiganteAcordou ‎#VemPraRua ‎ ‎#SemHipocrisia

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O gigante acordou

Parabéns Brasil, parabéns brasileiros.
As manifestações por todo país expuseram parte da revolta e o anseio de se mudar esse famigerado sistema político-social em que vivemos hoje.

Chega de corrupção!
Chega de roubalheira!
Chega de pão e circo!
Chega de esmolas!

O povo quer mudanças. O povo quer dignidade, respeito e lealdade. Se precisamos ser representados por uma minoria, que seja ela passível de falhas sim, mas que o orgulho e patriotismo seja dominante na maior parte do tempo.

O gigante acordou, levantou do sono em berço esplêndido, e não fugiu a luta. Que a luta continue, fora das ruas agora, o próximo passo é nas urnas.

O gigante? Acordou!
E que desperto permaneça até as próximas eleições!

domingo, 23 de junho de 2013

[in]Conformismo

"Eu não votei no candidato X ou Y"

Eu também não, e dai?!

Isso não te exime da responsabilidade de lutar;
ou da culpa por um presente condenado.

Conformar-se com o futuro vislumbrando o passado é uma atitude tão ignorante quanto pensar que a culpa não é tua pelo meio e modo em que vive.

Levante e lute.
Ou sente e assiste.

O teu futuro é você quem faz, agora. Amanhã, farás parte do passado, fracassado!

sábado, 25 de maio de 2013

Incoerência

Ok, vamos pensar:
Diz o governo que o alto imposto cobrado sobre o cigarro é para desestimular o uso do tabaco.
Pela lógica, qual a justificativa para Imposto de Renda?
Desestimular o trabalho formal?

terça-feira, 9 de abril de 2013

Chimarrão ou Tereré(ê)?

  
É estranho ser paulista e morar no sul.
Falam de Inter, Grêmio, Coxa Branca, chimarrão...
Gosto mesmo é Santos, São Paulo, Corinthians e tererÉ (ou já devo aderir ao tererÊ?).
Vejo-me como parte envolvida, num dilema "sul paulino".

  

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Quem é você?!

Diga-me que nunca leu ou ouviu isso?
Em uma das ‘semanas passadas’ me fizeram esta pergunta. Não exatamente com essas palavras, obviamente, mas queriam que eu falasse sobre mim.
E agora? O que falar?
(cabe aqui um palavrão), que houve comigo? Você, também costuma se auto-sabotar nessa hora?
Pasme, eu me sabotei. Socorro, o que houve comigo?
Ao invés de dizer que eu era inteligente, bonito, esperto, rei da Inglaterra e primo da Lady Die, fiz o que nunca imaginei que faria. Disse que eu não era bonzinho, que era doido e um pouco esquizofrênico – putz! – acabei com tudo quando terminei dizendo que faço muita coisa sem pensar.
Parabéns Diego, você acaba de se auto-sabotar.
(...)
Acordei-me e o primeiro pensamento que tive foi: Quanto mais eu tento me achar mais me perco.
Estou perdido comigo mesmo, cada vez mais me afastando de mim. Já cheguei a comentar que posso ser várias pessoas sem deixar de ser eu mesmo? Hoje todos esses “EUs” estão em conflito, e quem perde com isso, sou eu.
Eu, eu, eU, EU? É exatamente isso, pareço um em um misto de muitos, e isso confunde, não a mim.
Eu que estava tentando fazer uma faxina no pensamento, tentando procurar onde foi que coloquei o meu racional, pra depois procurar um outro, simplesmente me perdi. Não sei mais o caminho de volta para meu cérebro, estou vagando entre a razão e a insensatez.
Não estou me reconhecendo, e a culpa, é toda minha!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

A copa da zebra!

Quem diria...
Nem o mais pessimista dos ‘criadores’ poderia imaginar, não assim.
Inúmeras as cores, se findaram, em duas apenas.
Foi-se o verde (e amarelo), azul, o vermelho (e verde).
E ficou o preto e branco.
De fato as savanas africanas escondem ilustres protagonistas.
É logo ali, um pulinho só.
Ah, mas o contraste é bonito, vamos admitir né!
Foi muito caprichoso aquele que a esculpiu. Esculpiu?
Mas também, o que querias meu caro? Estamos nós no espaço dela!
Lembra-te do que leu a sete linhas acima!?
Savana africana, a-f-r-i-c-a-n-a.
Puxa vida, e não é que é no mesmo continente da copa de 2010!!!
A copa da zebra!

sexta-feira, 25 de junho de 2010

O poder das palavras

Uma palavra pode matar alguém?

O que pensas nesse exato momento?
O que já falou para alguém hoje?
Já perdeu alguém por uma palavra mal dita?
Já te sentiu ameaçado por causa de suas palavras?
Podemos dar vida a pessoas que estão na pior,
e usar a mídia como remédio para sua dor.
Faça de tuas palavras o melhor de seu interior,
a boca fala o que carregas no coração.
Só assim você mostrará sua verdadeira identidade.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Outra Guerra

(crônica)
Silêncio, tensão. Tudo preparado para o inadiável.
De repente
Sinais sonoros soam incessantemente, sacudindo os corações das pessoas envolta deste campo. Correria, gritos, perseguição. Olhos assustados observarem-lhes desconfiadamente. A luta não para.
Os grupos inimigos, distantes um do outro, jogam suas bombas e suas granadas com o único intuito de vê-las explodir. Muitas não atingem seu alvo. Poucas deixam o inimigo estendido no chão.
Enquanto a guerra continua, uma senhora vem, pouco a pouco, aproximando-se do campo de batalha (os soldados não se dão conta dela).
O General se levanta, mira e atira sua granada que vai cair junto ao corpo da senhora que grita:
- Zézinhooooo, pare já cum issu muléqui, fica sujandu us outrus cum essas bola di barru. Já pra casa. Olha comu ucê ta suju.O General José Carlos despede-se, com o olhar desconsolado, de seus soldados que, molhados e sujos com as bombas (de água e de barro), levantam-se e se despedem do comandante que, capturado pelo inimigo, será torturado com um terrível banho e ficará trancafiado até o dia seguinte.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Jogos Eleitorais

Eleição é uma coisa engraçada!
Feito copa do mundo ou olimpíadas, só acontece a cada quatro anos, a diferença é que o “medalhista de ouro” bem ou mal, assume o lugar mais alto do pódio por quatro anos consecutivos.
Ta certo que nem todos que gostam de um bom futebol ou uma bela olimpíada apreciam com o mesmo fervor uma eleição onde as modalidades são apenas disputas para os cargos de Prefeito e Vereador.
Há de concordar comigo que salvo os políticos e fanáticos, os atuais jogos eleitorais andam mornos demais pra quem apenas vota e fica na torcida.
Também, que graça tem entrar no jogo se até a voz de Deus subornam hoje em dia. Pior é que o suborno dado durante a cerimônia de abertura é o mesmo que mendigam com a medalha de ouro no peito.
Além de esperança, a torcida também tem fome, senhores medalhistas!
Fulano Costureiro, Ciclano do Boteco, Beltrano Taxista, Maria Garçonete... Não, não é piada de mau gosto não, alias muito bom gosto tiveram esses em seus nomes de candidatura. Só não entendo o descontentamento programado com suas profissões. A cada quatro anos essa revolta. É padeiro, carteiro, padre, médicos e doutores querendo uma medalhinha no pescoço e um agrado, regado de promessas, no bolso.

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Na Trave

(Crônica)

Dezoito de abril de mil novecentos e noventa e oito. Disputa de pênaltis assirradíssima. Já passará das cinco cobranças estipuladas de inicio para cada time. Todos já haviam cobrado, exceto um, Carlos Carcamano.
Tido como patrono da defesa de seu time, era péssimo em tiro livre direto, porém o titulo interestadual de futebol socyte, cobiçado à quase vinte anos, estava em suas mãos, melhor dizendo, em seus pés.
Impossibilitado tecnicamente a realizar tal tarefa, Carcamano se via numa situação mais que complicada. Tendo de cobrar o pênalti, e por obrigação marcar o ponto para sua equipe, não sabia o que fazer, até tentou desistir, tarde demais.
Correr para a bola parecia tão difícil quanto marcar o gol, o que era sua única saída, diferente disso, adeus título interestadual e toda sua índole no mundo do esporte.
Apreensivo, com medo, porém consciente da responsabilidade, coloca a bola na marca, toma enorme distância e prepara-se para cobrança.
Quinze jogos se passarão diante seus olhos naquele momento, o nervosismo se fez evidente, rezará aos céus a busca de uma Luz por centenas de vezes. Quando finalmente iniciada sua trajetória em direção à bola, uma luz o ilumina...
(...)

Ainda meio sonolento, tentando se esquivar da luz por meio dos lençóis e travesseiros, pede à mãe que feche a janela e o deixe dormir mais um pouco.