terça-feira, 10 de agosto de 2010

Era uma vez um sonho de Luan

Por mais que o título seja sugestivo e possa parecer, a história a seguir não é um conto de fadas. Ainda que tenha características muito semelhantes.

Sonhar: ter sonhos; entregar-se a devaneios; pensar com insistência; desejar; aspirar algo ou alguma coisa; segundo o minidicionário da língua portuguesa Aurélio.

Sonhador: aquele que tem sonhos; que deseja; que aspira. Dentre todas as possíveis definições, no momento a que melhor resume é, Luan.

Quem viveu de perto afirma, “a história de Luan é um conto de fadas com pessoas reais”; de fato.
Um garotinho humilde, de expressão serena, sempre muito calmo e educado. Luan morava numa casa bastante debilitada, com ele, sua mãe e mais três irmãos dividiam o mesmo teto, que de tão precária a situação, por muito pouco não veio abaixo.
Como muitos garotos de sua idade teve poucas oportunidades nesses doze anos, porém, soube aproveitá-las como se fossem seus doze últimos minutos de vida. Entrou no projeto “Os Sonhadores” – um projeto social fundando em 2001 por Marcos Vilela voltado a crianças carentes de Fernandópolis – e como as demais crianças, enxergou ali uma oportunidade de crescer e tornar sua vida melhor.
O projeto que visa incentivar crianças de 5 a 17 anos a sair das ruas e manter-se longe das drogas e da marginalidade, também ensina a sonhar. Sonhar com uma vida melhor, mais digna, um futuro, uma carreira, uma casa. Além de sonhar, incentiva e faz acreditar que sim, tudo é possível.
Foi assim. Meio a sonhos e devaneios o tal garotinho de doze anos, tinha como seu maior desejo uma casa nova. Na verdade não havia nem a necessidade de ser nova, ao menos com as mínimas condições de moradia, coisa que não tinha no “barraco” em que vivia.
O garoto Luan sempre se destacou em meio a várias crianças, com bons resultados no projeto e na escola. Sensibilizou com seu exemplo e sua história o poder judiciário, empresários e membros da sociedade fernandopolense.
A partir daí uma iniciativa do juiz da Vara da Infância e Juventude de Fernandópolis, Evandro Pelarin, mobilizou um grande número de pessoas da cidade em prol a família carente do Jardim Brasília.
Como diria Raul Seixas na composição Prelúdio, "Um sonho sonhado sozinho é um sonho. Um sonho sonhado junto é realidade".
O sonho de Luan, até então sonhado sozinho, passou a ser sonhado junto com anjos em figuras humanas dispostos a lhe ajudar, e assim, tornou-se uma realidade.
No sábado, 31, ultimo dia do mês de julho, marcava também o ultimo dia desse sonho. Uma casa nova foi entregue ao garoto sonhador, talvez até além dos seus sonhos iniciais, cem por cento mobiliada.

Um conto de fadas? Talvez. Mais do que isso a lição que sonhar vale à pena, afinal, a vida de um sonhador é sempre um final feliz!

Um comentário:

  1. seu sonho realizou e agora vc pode ver q o marcos sempre falou para nós nunca dexiste do nosso sonho pois vai a frente e ñ dexista

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O seu jeito é o jeito certo. Grato!