Eu te amava
Tu me amavas
Ele não te amava
Nós nos amávamos
Vós ...
Eles ...
Eu te amava. Tu me amavas. Ele ainda não te amava.
O que no papel se conjugava imperfeito, entre nós não havia se quer um defeito.
Talvez o problema estivesse em mim, talvez a culpa seja de quem teve a maldita idéia de conjugar os nossos verbos.
Aos poucos sem que percebemos, nossa conjugação verbal se modificava, como numa prova de gramática, cujo professor, Amor se chamava.
Eu, no mais imperfeito dos pretéritos, ainda te amava, tu não me amavas mais, já ele que não te amava, quem sabe sem saber, no futuro do pretérito já estaria, Ele um dia te amaria.
Olhando para trás, vejo que em algum momento nosso pretérito foi perfeito, “Eu te amei”. Hoje meu melhor presente, seria apenas saber usar de modo tão perfeito como tu usaste no pretérito, um não dentre minha conjugação, para que num futuro, em seus olhos possa olhar, sem medo de dizer: Nunca mais vou te amar.Porém, enquanto isso não acontece, minto no presente, dizendo “não te amo” e brincando com o gerúndio, Continuo te amando !